Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Março 05 2011

Não há sol que vos louve, que vos diga

Se o amanhã vai sorrir ou chorar

O caminho a seguir é aquele que liga

Vossa alma ao dia que está p’ra chegar

 

Não há Inverno não há dor que persiga,

Todo o sonho dentro d’alma a habitar

Se a agonia do amigo vos fustiga

Procurem um caminho pra ajudar.

 

Estar aqui ou noutra parte qualquer

Não vai mudar a rota que estiver

Traçada p’lo destino ou por si mesmo

 

Seguir enfrente é o plano mais correcto

Haja luz haja pão, ou haja um tecto,

Hajam palavras lançadas a esmo.

 

 

 Cecília Rodrigues-2011

Veleiro de saudades

publicado por Cecilia Rodrigues às 23:59

Março 05 2011

 

ESPELHO SEM DÓ

 

Estás sentada, 
e na tua frente o espelho
Olhas o rosto, 
e reparas nas tuas rugas, 
e pensas: 
Como o tempo passou meu Deus!
E notas que ruga após ruga
há nelas histórias de tua vida,
escritas num livro 
onde diariamente deixas momentos 
vencedores e vencidos,
até o inicio de vida a dois lá está

quando eram ingênuos, e daí?...

pensas!

 

Um grande amor te aconteceu
e contigo vive até hoje,
apesar de já ter passado alguns anos
Anos de muitos altos e baixos,
anos que trazem lembranças 
de bons e menos bons registos
Olhas p’ro lado do espelho
e vês fotos de quando eras 
muito mais nova
Uma lágrima cai no teu infinito,
e voa numa leve brisa de tristeza

De repente, te lembras dos filhos, 
aí sorris... 
Sentes saudades das suas meninices, 
ou quando em bebés te sugavam os seios,
na sua sofreguidão de viver , 
oferecendo-te um feliz natal à vida
Isso por momentos te conforta,
mas novamente a tristeza surge

em teu rosto 
Outra ruga que teimosamente se vinca 
na tua pele, traz mais recordações 
menos positivas, 
como quando foi a saída 
dos filhos do teu lar, 
porque também eles 
encontraram o seu grande amor

 

E outra lágrima acontece, 
mas esta não chega 
ao teu infinito diário de recordações
Porque apesar de estares menos jovem,
contigo ainda está o amor de tua vida,
que o preservas como um acto de posse
e que, ainda te preenche as noites 
e te as torna sempre doces, 
nem que seja só

p´ra te aconchegares a seu peito 

e sentires seu calor, e o seu respirar,

recordando que e só tu e ele

sabem dos tantos enlaços 

E, então, com um sorriso 
lembras-te que na morna luz da tarde,
com ele passeias todos os dias 
p’lo parque verde do bairro, 
onde tantas, e tantas vezes se amaram, 
como um poema de Florbela Espanca

 

Maldito espelho sem dó, 
pensas:
Porque me envelheces?
E outra lágrima cai 
no teu colorido jardim 
de lembranças

 

de; Fernando Ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 14:54
editado por appoetas em 23/03/2011 às 12:49

Março 03 2011

MADRUGADA DA VIDA
É um poema de expressiva saudade com o qual  nos indentificamos
ao recordarmos o carinho com a nossa preciosa MÃE tão docemente
nos embalou no berço de infância.
Ouça e veja o tema declamado em poema da semana ou neste link:

 

http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Madrugada_da_Vida/index.htm

 

Fraternas saudações a todos
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca

 

Aceite o meu convite e venha tomar comigo um cálice de poesia.
Entre por aqui na minha sala de visitas e saboreie da que mais gostar...
www.ecosdapoesia.com

 

publicado por appoetas às 16:44

Março 03 2011

 

EM NOME DA DEMOCRACIA DELES


Vieram juizes, e homens ilustres
Sábios de lacinho e cartola
Conselheiros, e mais tretas embustes
Maus políticos, e outros tristes de estola

 

E nas entrelinhas do terror

Todos vieram em nome

da democracia deles

 

Vieram os Algozes e seus cães de guarda
Pulhas, corruptos, e mentirosos à carta
Vieram os profetas da desgraça parda
Trazendo o desemprego, a fome,

e a miséria farta

 

E entre rios fragmentados de tristeza

Foi tudo em nome da democracia deles

 

E levaram:
Os católicos, Muçulmanos, Protestantes
Hindus, Budistas e outros Santos

 

E mergulhados no meio da esperteza saloia

Fizeram tudo em nome da democracia deles

 

E levaram:
Os Operários, Agricultores, Professores
As artes, o Desporto, e os Sonhadores

 

E levaram:
Comunistas, Democratas, Socialistas 
Gente de bem e até os Campistas

 

E levaram:
Os pobres, Velhos, Crianças,
Funcionários Públicos, Pastores,
A mim, e todos os outros sem aliança

 

E tudo, mas tudo

Em nome da democracia deles

 

Agora já pouco resta

Pobre Democracia que
em teu nome, tudo fazem,
tudo permitem
e se preparam para nos
dar o inferno

Mas o povo, o povo 
na sua velha sabedoria
Simplesmente diz:

NÃO, NÃO, E NÃO !!!

 

de: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 15:19
editado por appoetas em 23/03/2011 às 12:50

Março 02 2011

Digo-te isto sem mágoas ou temor

Sem glórias sem dor da desilusão

Apenas em meu peito abrigo o amor

Divago as vozes do meu coração

 

Arestas me tomam quando ao sol-pôr

Incertezas dominam este chão

Mendigo luzes aos céus, por favor!

A palavra, o caminho, o meu guião!

 

Não te sei dizer ao certo a palavra

A palavra mais exacta, esta larva,

Sem ferir tuas quimeras de cristal

 

As heras criam raízes profundas

Criam poema sem dores ou lacunas

Sou hera moribunda, não leves a mal!

 

 

Cecília Rodrigues - 2011

In-Veleiro de saudades

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:30

Março 01 2011

Cheires

 

Há uma terra no mapa com raízes avoengas

Possui da nobreza a nata com viscondessas e lendas

 

Foi origem de famílias vetustas , com seus brasões

Casas de reis e fidalgos com armas; condes, barões

 

Deu origem aos Teixeiras que vivem em Portugal,

Em Celeirós, S.Romão, Sanfins e Vila-Real,

 

Sabrosa e Alijó, Favaios e Presandães

Tudo começou em Cheires, com Don Teo ou sua mãe

 

Aos Açores e Cabo-Verde estenderam os seus ramos

De Ormuz até Angola raízes de transmontanos

 

Em Moçambique e Brasil, impôs-se o nome Teixeira.

Sementes do nosso nome percorrem a Terra inteira.

 

Mavilde Teixeira Lobo

08/02/2011

 

 

 

publicado por carmemzita às 23:24
editado por appoetas em 02/03/2011 às 01:27

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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